domingo, 3 de novembro de 2019

Mudanças de Rumo

Como estamos anunciando na nossa página do facebook, estamos  migrando as postagens para o blog Entrevero, e será postado o conteúdo daqui e as novidades que estão por vir. Confira:

https://entreveroxucro.blogspot.com/

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Conheça Pinheiro Machado - RS

Em outro blog administrado por mim (Entrevero Xucro), onde, o foco é nativismo e tradicionalismo gaúcho, que trago tudo ligado às tradições típicas do estado do Rio Grande do Sul, e uma das seções é sobre Cidades Riograndenses, trazendo dados gerais sobre história, economia e demais dados do município.

Hoje trago aqui às minhas origens, como trouxe a que me acolheu, nada mais justo trazer a que me criei e me tornei este interiorano apaixonado por natureza e viagens. Abaixo transcrevo a postagem feita sobre Pinheiro Machado/RS a eterna Cacimbinhas.
Pinheiro Machado, é uma cidade localizada no extremo sul do Brasil, na região da campanha, entre as Serras das Asperezas, Serra do Passarinho e Serra do Velleda. Sua povoação começou cerca de 1775, com Rafael Pinto Bandeira, militar, que teve destacada atuação na retomada pelas armas, dos territórios missioneiros para a Colônia Portuguesa, que foi o  primeiro colonizador branco e também o primeiro gaúcho a assumir o governo do Rio Grande do Sul. E em 1787 o segundo a possuir terras em Cacimbinhas foi o cabo de Rafael Pinto Bandeira, José Maria Rodrigues, que tinha a alcunha de Corrupiu. Ele recebeu uma doação de terras do brigadeiro, pertencentes ao município de Cacimbinhas. Segundo consta no registro geral de sesmarias da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, (arquivos na cidade de Rio Grande. – livros 7 e 8) os primeiros açorianos a receberem sesmarias nesta coxilha chamada”Coxilha do Veleda, foram Thomas Antônio de Oliveira (nico) e José Dutra de Andrade, no ano de 1790.

Durante o período de guerras e tratados, entre eles o de Madri (1750) houveram várias demarcações de terras na região, porém, esta ficou com as fronteiras definidas justamente próxima a região que hoje é a cidade. Estas divisas vinham da Coxilha Grande em Herval do Sul, passando pelo Cerro da Guarda em Pedras Altas, seguindo pela Coxilha da Tuna e pela Serra do Veleda, indo passar no local histórico deste município denominado “Guarda Velha”, nas proximidades da Br 293, dali rumando pelos divisores de água até o Cerro do Baú, ainda neste município, e pelo divisor de águas vai a Serra de Santa Tecla, no município de Bagé. Nesse ponto foram embargadas as demarcações pelas forças missioneiras e pelos índios Guaranis, chefiados pelo Cacique Sepé Tiarajú, no histórico Forte de Santa Tecla. Essa demarcação só teve prosseguimento depois da morte de Sepé e a total destruição do Forte. Como se pode observar este território, hoje município de Pinheiro Machado, já em 1750, tinha sua história ligada à história do Rio Grande do Sul.

Pinheiro Machado é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul. Até 1830, pertencia ao município de Rio Grande. Depois passou a integrar o município de Piratini, desmenbrando-se em 24 de fevereiro de 1879, sob a denominação de Nossa Senhora da Luz das Cacimbinhas.

Antigamente as mercadorias eram transportadas em carretas puxadas a bois, que seguiam os divisores de águas naturais, muitas trilhas eram abertas, picadas para facilitar a passagem, encurtando o caminho e até desviando algum terreno de difícil acesso.
Nessa época os carreteiros, faziam seus pontos de descanso e pouso naqueles lugares onde havia água, cacimbas naturais, daí nasceu um pequeno agrupamento social, que passou a ser conhecido como Cacimbinhas. Dizem que um dos pontos em que os carreteiros paravam para descansar era o local que atualmente se encontra a praça da cidade. Das trilhas dos viajantes originou-se a avenida que chega ao cemitério.

A primeira igreja foi à capela Nossa Senhora da Luz das Cacimbinhas. Segundo a lenda Dutra de Andrade que teria perdido a visão e feito uma promessa de que se recuperasse a mesma ao lavar os olhos nas águas das cacimbinhas, mandaria construir uma capela em honra de Nossa Senhora da Luz das Cacimbinhas, o milagre aconteceu e a capela foi construída. A igreja foi construída em terreno doado por Dutra de Andrade, em 10 de abril de 1851, que por lei nº215, 10 de novembro de 1851 (apêndice nº1) foi criada a capela Curato com invocação de Nossa Senhora da Luz, na Coxilha do Veleda.

Em 1857, o município foi elevado à freguesia e em 1878 ocorreu à emancipação. As pessoas que trabalharam na emancipação fora: Florentino Bueno e Silva, José Maria Pinto, João Cândido da Rosa (fazendeiros) José Virgílio Goulart (militar) e o Dr Saturnino Arruda (deputado).

O município de Cacimbinhas teve seu nome mudado para Pinheiro Machado no governo do Intendente Provisório Dr.Ney Lima Costa quando o Senador José Gomes Pinheiro Machado foi assassinado no Rio de Janeiro, por Francisco Manso de Paiva Coimbra, que era um morador da região de Cacimbinhas. A mudança não foi aceita pela população, que se rebelou conta o Intendente que teve que deixar a cidade.

De 1880 a 1915, aproximadamente, ocorreu à instalação de inúmeros órgãos públicos que deram base à estrutura administrativa da cidade. A partir de 1916, com o início do fornecimento de energia elétrica, verificou-se um notável desenvolvimento social. Nesse período foram fundados clubes sociais, associação rural e instalado um banco.

Em 1934, foi incorporada pelo município uma faixa de terra de 520m que se encontrava em poder de Piratini. Com a elevação à categoria de cidade, em 1938, Pinheiro Machado, a partir desse ano, viveu o auge do seu comércio, onde se instalaram bancos, clubes sociais, escolas, o hospital, a biblioteca pública e foi feito o plano diretor da cidade.

Na década de 60, com a implantação da Br, todo movimento de mercadorias acaba sendo feito às margens da cidade, tirando sua participação no fluxo das mesmas. Por volta de 1970, o homem rural perde seu espaço no campo para a mecanização e começa a crise financeira da cidade. Nessa mesma década iniciam-se os loteamentos populares com finalidade social.

A economia do município é baseada principalmente na agricultura, pecuária, extração de pedras para exportação, pedras de revestimento e produção de cimento. Outro grande destaque é a viticultura que, devido à característica do clima das Serras de Sudeste, favorece a elaboração de vinhos finos de alta qualidade. Começa-se a se desenvolver o cultivo de oliveiras. Durante muitos anos teve seu forte na criação de ovinos, onde criou-se a Feovelha (Feira e Festa Nacional da Ovelha) e ficou conhecida como a Terra da Ovelha, que hoje já não há grande representação devido as crises que afetaram o setor, porém, a feira segue até hoje com grande importância no cenário regional.

Em paralelo a Feovelha, também, ocorria o festival nativista COMPARSA DA CANÇÃO, que por opção do poder público não está sendo realizado nos últimos anos.

Quanto ao comércio, Pinheiro Machado possui aproximadamente 380 estabelecimentos. Também é digna de destaque a grande quantidade de calcário, considerado de excelente qualidade.

A população total do município é de 12.780 de habitantes, dos quais 6.381 são homens e 6.399 são mulheres, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2010). Sua Área é de 2.249,55 km² representando 0.8286% do Estado, 0.3953% da Região Sul do País e 0.0262% de todo o território brasileiro. Seu IDH é de 0.661, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2010).
PIB per capita a preços correntes: R$ 14.642,99 (IBGE)

Igreja Matriz

A altitude da sede fica a cerca de 439 m acima do nível do mar e está localizada a 342 km da capital via terrestre. Na postagem original temos a lista dos prefeitos e a bandeira do município. Confira aqui.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

A cidade que nos acolhe - Caxias do Sul

Hoje vamos trazer aqui a história da cidade que nos acolheu e nos deu a possibilidade de estar aqui mostrando um pouco do nosso cotidiano fora das nossas atividades comuns, que é Caxias do Sul. Claro que também estamos aqui pelas nossas competências profissionais que nos garante essa colocação. Embora tenha seus problemas sociais típicos de uma cidade grande e um "forasteiro" como eu não ser necessariamente bem vindo, a cidade é boa demais.

A história de Caxias do Sul, a maior cidade do interior do Rio Grande do Sul, começa quando a região era percorrida por tropeiros, ocupada por índios e chamada Campo dos Bugres.
Em 1875, chegaram os primeiros imigrantes italianos em busca de um lugar melhor para viver que eram camponeses da região do Vêneto (Ítalia).
Embora o povoamento efetivo da região fosse iniciado em 1876, já dois séculos antes os jesuítas tinham tentado cristianizar esta zona. Por vários motivos as reduções fracassaram e os índios continuaram sua vida seminômade, daí o nome original de Campo dos Bugres, porque encontraram ali vestígios de antigo acampamento.
Já os imigrantes primeiramente se localizaram em Nova Milano e com a sua chegada os índios ficaram desalojados. No começo de tudo foi bastante dificil para os imigrantes, pois, se tratava de uma região de mata fechada. Em 1877, a colõnia do Campo dos Bugres passa a se chamar Colônia de Caxias, homenagem a Duque de Caxias. No entanto, com bastante celeridade o mato foi aberto e as primeiras lavouras e criações começaram a dar fruto.
Em 1884 a colônia foi anexada ao Município de São Sebastião do Caí. A origem da indústria Caxiense deu-se em 1895 com a atuação de um jovem italiano, com apenas 16 anos. Abramo Eberle inicia com uma pequena funilaria.

Em 1890, com Ato nº 257 de 20 de junho o comércio já florescia e as indústrias começavam a se multiplicar, e o primitivo povoado, na época distrito de São Sebastião do Caí, já dava mostras de pujança suficiente para ser emancipado, tornando-se uma vila governada por uma Junta provisória, e logo por um Conselho Municipal e uma Intendência. As primeiras décadas do novo município foram turbulentas. Os grupos de colonos procediam de várias regiões da Itália, alguns até de outros países, e tinham visões de mundo e interesses muitas vezes conflitantes. Ao mesmo tempo, o contexto político estadual era agitado por constantes disputas ideológicas e partidárias, que repercutiam na zona colonial. Ocorreram muitos episódios de violência e desentendimento, e a estrutura de poder se revelou instável. No meio das disparidades, a religião católica, comum a todos, revelou-se um poderoso elemento aglutinante, através do qual convergiram as diferentes correntes para o atingimento de propósitos coletivos, adquirindo a Igreja uma grande influência nos destinos da cidade por muitas décadas à frente.

Devido ao grande desenvolvimento em 1910, recebeu ligação por via férrea e a sede foi elevada à categoria de cidade. Caxias do Sul recebeu três títulos pelo destaque que vem tendo em nosso Estado. Capital do Planalto, Metrópole do Vinho e Pérola das Colônias, o último é o que se tornou mais popular. Através da Uva e do Vinho, que Caxias se notabilizou, sendo o berço do turismo do Estado quando, em 1931, lançava a maior festa do sul: a Festa da Uva. Vinhos, uvas, frio e neve, aliados ao clima europeu destas montanhas.

No início do século XX a sociedade já se havia estruturado, as dificuldades iniciais tocantes à sobrevivência haviam sido superadas, e começava a se formar um sólido corpo cultural através da atividade de artistas, intelectuais, jornalistas e outros agentes, surgem cinemas e já se ouvem na cidade óperas e concertos sinfônicos. São fundados vários clubes sociais, recreativos e esportivos, o ensino se aprimora, o núcleo urbano cresce rapidamente e é embelezado por monumentos e edificações de estilo, a infra-estrutura urbana ganha corpo, a indústria e comércio estão solidamente alicerçados em uma rede de cooperativas e associações, e a zona rural desenvolve grande produtividade, começando uma fase de importantes exportações de uma variedade de produtos in natura e beneficiados. No âmbito político a disputas continuam, embora as crises sejam menos frequentes e menos dramáticas. O resultado deste período é a formação de uma cultura local diferenciada e original, num amálgama de elementos italianos e brasileiros, onde a consciência de uma herança da antiga civilização italiana e o progresso conquistado se tornam motivo de orgulho e autoafirmação.

Com a instauração do Estado Novo o governo federal impõe um rápido abrasileiramento da região e começa um processo de repressão e supressão dos indícios da italianidade. O desenraizamento cultural compulsório gerou uma profunda crise de identidade para os locais, que só começaria a ser superada na década de 1950.
Apartir daí, o mundo colonial ficara para trás. O crescimento da cidade começava a atrair migrantes da zona rural e de outras partes do estado em buscas de novas oportunidades, e ao mesmo tempo começam a surgir os problemas típicos das cidades grandes, com uma forte estratificação social e desigualdade de renda, e o Poder Público começava a ter dificuldade de atender as demandas que se multiplicavam com crescente rapidez em termos de habitação, saneamento, educação, saúde e outros. Desde então o ritmo do crescimento só acelerou, com seus aspectos positivos e negativos, e sua população, com um contínuo afluxo de grandes grupos de origens diversificadas, se tornou altamente heterogênea, deixando os descendentes dos italianos em minoria.

Neste ponto Caxias já se tornara uma das cidades mais importantes do estado, com uma economia forte e diversificada e uma cultura em franco alargamento.
Ao lado do lastro cultural itálico, a garra e a determinação herdadas dos imigrantes são a marca do povo caxiense. A ele foi erguido, em 1954, o Monumento Nacional ao Imigrante, na cidade da Festa da Uva. “Somos uma nação de nações. É justo que se erguesse aqui esse marco memorável”, disse na ocasião da inauguração, o presidente Getúlio Vargas.

 Na zona rural instala-se a agricultura de subsistência que se concentra na produção de uva, trigo e milho, começando a industrialização em nível doméstico. Todo o excedente era comercializado. No início, a uva e o trigo. Em 1976, é criada a Universidade de Caxias do Sul, núcleo da cultura sistematizada.

Vários ciclos econômicos marcaram a evolução de Caxias do Sul ao longo destes séculos: do cultivo da uva e do vinho ao segundo polo metalmecânico do Brasil. Junto com os imigrantes, outras etnias partilharam desse caminho. Aconteceram a miscigenação e a aculturação.

 Hoje Caxias do Sul tem mais de 470 mil habitantes, e é uma das grandes cidades brasileiras e muito do seu passado se perdeu pela dissolução de antigas tradições, pela demolição da maior parte do seu acervo arquitetônico primitivo, pelo cosmopolitismo que hoje impera, mas um grande grupo de pesquisadores se empenha em estudar a história local e preservar o que ainda resta de testemunhos materiais e imateriais desta história, e as instituições oficiais começam a perceber a importância de resgatar a memória coletiva através de museus, arquivos, tombamentos e fomento de atividades culturais que revisitam o passado e tentam integrá-lo ao presente.

Além da cultura italiana, a cultura gaúcha ganha cada vez mais força e hoje Caxias do Sul é a cidade com o maior número de CTG's do mundo.

Três municípios emanciparam-se das terras de Caxias: Flores da Cunha, Farroupilha e São Marcos.

Confira abaixo demais posts sobre Caxias do Sul aqui no Blog Entrevero Xucro.

Retratos do Rio Grande - São Jorge da Mulada (Caxias do Sul)

Retratos do Interior

Retratos do Rio Grande - Criúva

Retratos do Rio Grande  - Caxias Interior

Fonte: Prefeitura Municipal de Caxias do Sul

quarta-feira, 5 de junho de 2019

All Inclusive - Se vale a pena eu não sei, mas, é uma baita experiência

Buenas aos viajantes, hoje o tema é all inclusive, para quem não conhece ainda é o tipo de hospedagem com tudo incluído, eu falei tudo, tudo mesmo. O turista paga o pacote de hospedagem e nele terá o direito de consumir as bebidas com e sem álcool, as comidas, os drinks, petiscos, enfim, o que quiser e puder.
Neste ano, mais precisamente em fevereiro realizamos o sonho de passar por esta experiência, colocamos como meta que a primeira viagem para o nordeste fosse nesta modalidade. Assim nos programamos e viajamos para Porto Seguro, mais precisamente no Porto Seguro Praia, um hotel all inclusive que funciona como resort, inclusive se intitula resort. Lá tivemos uma vasta lista de entretenimento, desde tirolesa a atividades na praia.
Não chegamos a calcular a relação custo benefício, se era viável utilizar o all inclusive, simplesmente sonhamos e realizamos. A experiência foi incrível, inúmeras atividades, para adultos e crianças. A esposa e as crianças até participaram das atividades, já eu, minha atividade favorita foi levantar o copo de cerveja e de chopp, vale ressaltar que sempre bem gelados.
Uma das atividades típica do PSP resort, é a tirolesa e o arvorismo, que certamente fomos experimentar. Já pela manhã começavam com a programação na praia, e sempre os monitores interagindo e cuidando da criançada, podendo nós pais aproveitar o tempo sossegados. A tarde as atividades se concentravam na piscina, e a noite as apresentações variadas, desde shows de danças à apresentações de mágicas.
Com relação as acomodações, são realmente bem simples, com quartos amplos e o mais importante para a região, o ar condicionado, como morador da serra gaúcha, a gente estranha bastante os climas mais quentes. Os demais ambientes são bem aconchegantes, tendo duas areas de piscina com bares, sala de jogos, academia e lojinha para comprar lembranças. Na praia, que é bem limpa, como em todo lugar há muitos ambulantes, que a cada 5 minutos param te oferecendo de tudo.
Como nessas férias a nossa intenção era descansar, foi alcançado o objetivo, pois, não saímos pela cidade, a não ser para ver uma promessa de bom negócio, onde fomos abordados na porta do hotel e resolvemos checar, pode ser bom, cotas de hotéis, mas, para quem mora perto. Quem sabe na próximas viagem a gente visita Porto Segura de ponta a ponta e trás aqui o roteiro completo.

Vista da piscina de baixo com a chegada da tirolesa ao fundo

vista da praia, sentido ao norte

vista da praia, sentido ao sul
Praia frente ao hotel

Vista noturna da piscina de cima


Bichinhos que os vendedores usam para chamar a atenção

Piscina ao final da tarde

Vista da área de arvorismo
O hotel foi escolhido através de agente de viagem de confiança, após apresentar outras propostas veio esta indicação, e garantimos que não teve arrependimento.
Estadia do dia 22 a 29 de fevereiro, todos os dias de sol, sem nuvens, nessa data haviam bastante argentinos, porém, "los hermanos" são divertidos e vale a pena uma aproximação.
Caros amigos, se ficaram dúvidas ou curiosidades, deixe seu comentário que prontamente daremos o retorno.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Araranguá - SC - Morro dos Conventos Maio/2019

Saudações viajantes, neste último fim de semana, visitamos a cidade de Araranguá/SC, mais precisamente a Praia do Morro dos Conventos, um lugar magnífico, de natureza e paisagens farta, onde rodando poucos quilômetros nos deparamos com mar, dunas, paredões de rochas, animais silvestres e muita tranquilidade. Nossa visita se deu, pois, no domingo tínhamos o 1º encontro sul de TR4, organizado pelos amigos gente boa do Clube TR4 de Criciúma.
Claro, que para descer para o litoral a parada é obrigatória no alto da serra, para contemplar a bela paisagem.

Vista do Mirante

Vista do Mirante

Foi uma estadia curta, chegamos no sábado as 14hs e na manhã de domingo as 09:30 já estávamos saindo. Mesmo ficando pouco tempo, deu para ter uma boa impressão do local, que tem como o principal destaque o farol e o morro dos conventos.

No alto do morro, temos o farol da marinha, que tem uma estação meteorológica, onde, a vista é impressionante, dali vemos o mar, o rio, as dunas, o balneário e muito além do horizonte, pois, estamos a cerca de 80 metros de altura.
Farol da Marinha


Vista do farol ao norte

Vista do farol ao sul

No mesmo trajeto, podemos fazer uma parada na rampa de voo livre, que tem as belas paisagens do farol de outro ângulo. Notamos no canto superior direito da foto abaixo o farol.
Vista da rampa de voo livre ao norte
Após a contemplação desta exuberante paisagem, descemos aos pés do paredão, onde vemos o quanto somos insignificantes perante a grandeza da natureza. Abaixo, temos as dunas, podemos chegar bem perto de carro e se tivermos vestimentas adequadas, podemos dar um passeio por elas.

Local de entrada na duna


Possível chegar de carro bem próximo
Como nós estávamos de roupas não adequadas, apenas contemplamos essas belezas da natureza e andamos nas ruas de areia e alagadas após a forte chuva da semana. Temos um vídeo no You Tube com a passagens nível extra, ultra fácil.

Passagem entre as dunas
Ainda a vários locais próximos para se visitar, onde atravessando o rio de balsa, chega-se nas comunidades locais, onde há outras atividades que não foi possível nesta viagem.
Rio Araranguá

Balsa ao fundo para cruzar o rio

Por fim retornamos até a aconchegante pousada, Essência do Valle, próximo ao Parque aquático Caverá, um lugar belo e tranquilo, onde é possível ter o contato com a antureza enquanto descansa.
No fundo do estabelecimento há uma bela lagoa que inclusive encontramos capivaras no local.
Vista da lagoa

Coelhos do estabelecimento

Capivaras na lagoa
Com certeza iremos retornar ao local para aproveitar um fim de semana completo, um custo benefício bom, com várias opções de refeições, lanches, rodízios de pizza e massas, além de bares para uma boa cervejinha.


terça-feira, 14 de maio de 2019

Zona sul do RS, caminho mais curto

Saudações a todos, em março trouxemos aqui nossa ida para Pinheiro Machado, minha terra natal por um caminho alternativo, partindo de Caxias do Sul. Saímos até Poa pela RS 122, chegamos na região metropolitana da capital pela BR 116, ingressamos na Rodovia do Parque em Sapucaia do Sul, saindo na BR 290 na Arena do Grêmio, após a ponte do Guaíba, seguimos o alternativo, indo pela BR 290 e acessando a BR 153 até a BR 293 (confira todo o caminho alternativo). O caminho mais curto, deve-se seguir pela BR 116 em Eldorado do Sul, em direção as cidades de Camaquã, Cristal, onde tem o grande rio Camaquã, que dispõe de lugares para acampar.
Seguindo mais ao sul, vamos passar o acesso de São Lourenço do Sul, que tem belas praias de água doce, passamos Turuçu e chegamos a Pelotas a maior cidade da zona sul e por fim o nosso destino final, indo a Capão do Leão e seguindo em frente na BR 293 até Pinheiro Machado, a velha e boa Cacimbinhas.
Neste trecho é um caminho complicado, podemos pegar trânsito carregado na grande Poa, obras da nova ponte do Guaíba, e ainda as obras da duplicação da BR 116 e do entorno de Pelotas. Vamos mostrar o trajeto em fotos no sentido oposto, ao que está sendo narrado.
Dependendo do horário não é aconselhável seguir por Esteio e Canoas, portanto melhor seguir pela BR 448, a Rodovia do Parque, saindo na ponte estaiada e na Arena do Grêmio.
Ponte Estaiada - BR 448 - Rodovia do Parque - Poa

Arena do Grêmio
Outro ponto que está causando transtorno em direção a fronteira são as obras da nova Ponte do Guaíba, que existe afunilamento do fluxo.

Obras da nova Ponte do Guaíba - Poa

Obras da nova Ponte do Guaíba - Poa

Obras da nova Ponte do Guaíba - Poa
Travessia da Ponte do Guaíba - Vão móvel - Poa

Travessia das pontes do Guaíba - Poa

Travessia das pontes do Guaíba - Poa

Seguindo em direção ao sul, após o trecho duplicado de Guaíba a Tapes, em véspera ou final de feriados, o trecho de Tapes a Barra do Ribeiro é bem complicado, principalmente aos domingos pós feriado no retorno do interior para a capital.
Fluxo de feriadão - Tapes/Barra do Ribeiro

Fluxo de feriadão - Tapes/Barra do Ribeiro
No trecho adiante entre Tapes até Turuçu, sendo feriado ou não é complicado devido ao fluxo de caminhões em direção ao porto de Rio Grade, muita atenção nesse trecho, é muito perigoso.
Fora a tensão do trecho, as obras estão devagar e não causam impacto na sua viagem, e já na chegada a Pelotas volta a pista duplicada e voltam as obras no entorno de Pelotas.
Obras do entorno de Pelotas, trevo para Rio Grande

Obras do entorno de Pelotas, trevo para Rio Grande
Após passar a cidade de Pelotas, seguimos em direção ao oeste, pela BR 293 até Pinheiro Machado, um belo trecho com grandes retas e subidas e descidas.
Trecho da BR 293 na cidade de Pedro Osório

Trecho da grutinha próximo a Pinheiro Machado
Este trecho tem aproximadamente 485 km, com calma e com pouco trânsito podemos percorrer em 6 ou 6,5 horas.
 Dicas para auxilar os amigos:
- Cuidado, todos os trechos com pista simples depois de Guaíba, com exceção a chegada de Pelotas;
- Gastos com pedágio: De Caxias do Sul a Pinheiro Machado pelo caminho mais curto pagamos 1 pedágio em Portão (R$ 6,50), 1 em Cristal e 1 em Pelotas (R$ 12,30 cada).
- Obras da nova Ponte do Guaíba causam lentidão quando operam máquinas na pista devido ao estreitamento.
- Links nos nomes das cidades levam para outro blog com fatos históricos dessas cidades.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Bioma Pampa

Saudações aos entusiastas das viagens e aventuras, como mostramos em nosso primeiro post (clique Aqui), a viagem a zona sul do RS, minha terra por sinal, lembrei que esta região pertence ao Bioma Pampa, que se estende para o Uruguay e Argentina. Em nosso outro blog, o Entrevero Xucro, já havíamos colocado um post que explica um pouco deste ecossistema, veja abaixo o que foi colocado lá:

Também conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos, ocupa uma área de 176,5 mil Km² (cerca de 2% do território nacional) e é constituído principalmente por vegetação campestre (gramíneas, herbáceas e algumas árvores).

No Brasil, o Pampa está presente do estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho e também territórios da Argentina e Uruguai.

Serão graves os impactos da transformação no ecossistema atual em monocultura de árvores, cujo estágio de sucessão é bem diferente.

Toda monocultura provoca um desequilíbrio ambiental, que corresponde com a diminuição de algumas espécies e aumento de outras, além de alteração nas funções ecológicas básicas do ecossistema.

Os Campos da Região Sul do Brasil são denominados como “pampa”, termo de origem indígena para “região plana”, entretanto, esta denominação corresponde somente a um dos tipos de campo, encontrado mais ao sul do Rio Grande do Sul, atingindo o Uruguai e a Argentina.

Outros tipos conhecidos como campos do alto da serra são encontrados em áreas de transição com o domínio de araucárias. Em outras áreas encontram-se, ainda, campos de fisionomia semelhantes à savana.

Os campos, em geral, parecem ser formações edáficas (do próprio solo) e não climáticas. A pressão do pastoreio e os incêndios não permitem o estabelecimento da vegetação arbustiva, como se verifica em vários trechos da área de distribuição dos Campos do Sul.

A região geomorfológica do planalto de Campanha, a maior extensão de campos do Rio Grande do Sul, é a porção mais avançada para oeste e para o sul do domínio morfoestrutural das bacias e coberturas sedimentares.

Nas áreas de contato com o arenito botucatu, ocorrem os solos podzólicos vermelho-escuros, principalmente a sudoeste de Quaraí e a sul e sudeste de Alegrete, onde se constata o fenômeno da desertificação.

O solo, em geral, de baixa fertilidade natural e bastante suscetível à erosão.

À primeira vista, a vegetação campestre mostra uma aparente uniformidade, apresentando nos topos mais planos um tapete herbáceo baixo – de 60 cm a 1 m, ralo e pobre em espécies, que se torna mais denso e rico nas encostas, predominando gramíneas, compostas e leguminosas; os gêneros mais comuns são: Stipa, Piptochaetium, Aristida, Melica, Briza. Sete gêneros de cactos e bromeliáceas apresentam espécies endêmicas da região.

A mata aluvial apresenta inúmeras espécies arbóreas de interesse comercial.

Na Área de Proteção Ambiental do Rio Ibirapuitã, inserida neste bioma, ocorrem formações campestres e florestais de clima temperado, distintas de outras formações existentes no Brasil. Além disso, abriga 11 espécies de mamíferos raros ou ameaçados de extinção, ratos d’água, cevídeos e lobos, e 22 espécies de aves nesta mesma situação.

Pelo menos uma espécie de peixe, cará (Gymnogeophagus sp., Família Cichlidae) é endêmica da bacia do rio Ibirapuitã.

O Pampa Gaúcho está situado no sul do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai. O Pampa é uma região de clima temperado, com temperaturas médias de 18°C, formada por coxilhas onde se situam os campos de produção pecuária e as várzeas que se caracterizam por áreas baixas e úmidas.

A região sul tem, na pecuária, uma tradição que se iniciou com a colonização do Brasil.

Os campos no Rio Grande do Sul ocupam uma área de aproximadamente 40% da área total do estado.

O Pampa gaúcho da Campanha Meridional encontra-se dentro da área de maior proporção de campos naturais preservados do Brasil, sendo um dos ecossistemas mais importantes do mundo.



Fonte: Site do Instituto Brasileiro de Florestas

domingo, 24 de março de 2019

Zona Sul do RS, andanças de férias

Buenas a todos, hoje neste post trago umas férias onde viajamos pelo sul do Rio Grande do Sul, foi em janeiro de 2015, apesar da viagem direta até Pinheiro Machado, a grande e eterna Cacimbinhas, terra da Comparsa, onde já mostrei na seção Retratos do Rio Grande (AQUI), de um blog sobre tradição gaúcha que administro, passamos por vários e bonitos lugares durante o roteiro. Na época ainda não estávamos com a TR4 que deu origem a este blog, a viagem foi de Peugeot 207, mas como o foco são os lugares passados já, vai a nossa jornada.
Somente em viagem assim, com calma e de férias para poder apreciar a paisagem que vai se transformando ao longo do trajeto.
Começamos a viagem pela serra, partindo de Caxias do Sul, onde descemos a RS 122 com suas curvas perigosas e uma paisagem de vales e montanhas tomados de mata fechada nativa, até entrarmos na região metropolitana onde o concreto toma conta da paisagem, mudando um pouco quando percorremos a Rodovia do Parque BR-448, onde o acesso a ela se dá logo após o Zoológico em Sapucaia do Sul e termina bem em frente a Arena do Grêmio.
Nosso trajeto normalmente é feito pela BR116, seguindo até Pelotas, mas, neste dia resolvemos pegar um caminho alternativo, e seguir pela BR 290 rumo a Uruguaiana onde muda novamente a paisagem, retas longas e planícies no norte do pampa gaúcho (confira o Bioma Pampa), atravessando por várias cidades até chegar na BR 153, em direção a Bagé e Aceguá.
No trajeto da BR-290 passamos por várias cidades que ficam as margens da BR 290, um trecho de retas com aproximadamente 200 km, passando por Eldorado do Sul, Arroio dos Ratos, Butiá, Minas do Leão e Pântano Grande, posteriormente adentramos na BR 153 em direção a Bagé.

Foto: Rodrigo Silva - BR 290 próximo a Pântano Grande


Foto: Rodrigo Silva - BR 153 logo após sair da BR 290
Já na BR 153 foram percorrido cerca de 140 km até o entroncamento com a BR 293, vale lembrar que se deve entrar neste trecho com combustível para essa quilometragem, já que não encontramos posto daí para frente, e eu tive que abastecer em Hulha Negra, já na BR 293. Pois, o 207 estava no álcool e já estava achando que não chegaria em Pinheiro Machado.

Foto: Rodrigo Silva - Entrada de Hulha Negra
Como vemos na foto acima, é uma entrada bonita, porém, infelizmente a cidade segue um padrão de muitas cidades da zona sul, passa a aparência de abandonada, voltando a Hulha Negra quase 20 anos depois, parece que não mudou muita coisa, uma rua principal com algumas quadras ao seu entorno.
Após o abastecimento seguimos rumo a Cacimbinhas, onde, descançamos e dois dias depois partimos para Rio Branco, no Uruguay  e ficou marcada porque foi a primeira vez que meus filhos pisam em solo oriental. Até então nunca tinham saído dos domínios do Brasil. Foi do outro lado da linha somente? Foi, mas, está valendo.

Partimos de Pinheiro Machado, via BR 293, cuja foto abaixo tem como fundo a Serra das Asperesas, a exatamente 190km, está Jaguarão, que faz fronteira com o Uruguay.

Foto: Rodrigo Silva - BR 293 e a Serra das Asperesas ao fundo
Nesse trajeto registramos as passagens sobre o Rio Piratini, e as cidades de Cerrito e Pedro Osório. Notamos que a paisagem segue a mesma, as cidades parecem abandonadas, tristes, enfim, notamos que a nossa zona sul parece que foi deixada de lado mesmo pelos nossos governantes.

Foto: Rodrigo Silva - Ponte do Império, sobre o Rio Piratini na BR293

Foto: Rodrigo Silva - Passagem do trem em Cerrito

Foto: Rodrigo Silva - Ponte sobre o Rio Piratini na divisa Cerrito/Pedro Osório ao fundo ponte do trem

Foto: Rodrigo Silva - Outra do Rio por outro ângulo

Foto: Rodrigo Silva - Chegada em Jaguarão
Foto: Rodrigo Silva - Detalhe da foto acima
Por fim passamos para a banda Oriental, compras, bebidas é claro e "otras cositas más".
Fechamos a viagem com a nostalgia da Ponte Mauá que divide Jaguarão/RS e Rio Branco/Uy.
Excelente passeio e recomendamos para quem gosta de ver paisagens nostálgicas.


Foto: Rodrigo Silva - Tirada de dentro do shopping


Por fim, aos poucos vou resgatando passeios que foram feitos em outras épocas e colocando aqui, que mesmo sendo o diário de 4x4, o que vale mesmo é as viagens, independente do meio de transporte.

Para os amigos se situarem melhor seguem os mapas, primeiramente o caminho todo e logo após os trechos, de Caxias do Sul a Pinheiro Machado e de Pinheiro Machado a Rio Branco/Uruguai.




 Dicas para auxilar os amigos:
- abastecer antes de sair da BR290 se tiver pouco combustível, pois, há um trecho de pelo menos 140km;
- para chegar aos shoppings de Rio Branco não precisa passar na alfândega, fica depois em direção há Melo e outras;
- cuidado, todos os trechos com pista simples depois de Guaíba;
- Gastos com pedágio: De Caxias do Sul a Pinheiro Machado pelo caminho alternativo (BR 290 e BR 153) pagamos 1 pedágio em Portão (R$ 6,50) e nos demais trechos não há.